Contexto Paulista: São Paulo ganha destaque na economia verde
Contexto Paulista: São Paulo ganha destaque na economia verde
Wilson Marini
O Estado de São Paulo possui o maior e mais diversificado mercado de economia verde do Brasil. Segundo os dados mais atualizados publicados pela agência Investe SP, 142 mil empresas atuam no setor no Estado e empregam 1,6 milhão de pessoas, o que representa quase um terço dos empregos verdes do País. “É uma verdadeira floresta de empreendimentos sustentáveis”, diz a agência. São Paulo é o primeiro estado a incorporar o tema da economia verde em sua agenda política e empresarial, com leis específicas. O Estado exibe a matriz energética mais limpa do Brasil (economia de baixo carbono), com 55% de participação de fontes renováveis.
Vanguarda
O território paulista possui grande potencial para captação de energia solar e também para pequenas centrais hidrelétricas. Na visão da agência, repassada a investidores do exterior interessados em prospectar negócios nas diferentes regiões do Estado, o perfil paulista coloca o Estado em posição de “vanguarda” no desenvolvimento de tecnologias verdes e na geração de energias renováveis, “abrindo um vasto campo de oportunidades para novos investimentos”. São Paulo responde por cerca de 31% do PIB industrial do País, e mantém 17,5% de sua área geográfica conservada.
Energias renováveis
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as energias renováveis geram atualmente mais empregos que a indústria de combustíveis fósseis. Estima-se que haverá um crescimento no mercado de energias renováveis em todo o mundo de US$ 630 bilhões até 2030. Se isso for concretizado, serão gerados ao menos 20 milhões de empregos diretos e indiretos, com 2 milhões no mercado de energia eólica e 6 milhões em energia solar. Por meio da queima do bagaço da cana, empresas do setor sucroalcooleiro disponibilizam excedentes de eletricidade para venda à rede de transmissão. Existem atualmente 192 usinas de cogeração operantes em São Paulo, o que corresponde a 52% do total de empreendimentos e 53% da potência instalada do País.
Hidroeletricidade
O Estado de São Paulo possui capacidade instalada de 14.204,3 MW, com um sistema hidrelétrico composto por 102 unidades em operação, sendo 25 Centrais de Geração de Energia (CGHs), 48 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e 29 Usinas Hidrelétricas de Energia (UHEs), o que corresponde a 19,9% do total da capacidade instalada no Brasil (2013), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),
Energia solar
O Estado de São Paulo possui radiação solar de aproximadamente 512 TWh/ano. Trata-se de um enorme potencial a ser explorado, com a multiplicação de painéis solares em residências e a instalação de fazendas de energia solar.
Energia eólica
Algumas das maiores empresas do setor eólico encontram-se no Estado de São Paulo, como a Wobben Windpower e a Tecsis. O Atlas Eólico paulista aponta promissor potencial eólico, em estudo sobre a velocidade de ventos e altitude em diversas regiões do Estado.
Resíduos sólidos
Nas residências do Estado de São Paulo, 27 mil toneladas de resíduos sólidos são recolhidas diariamente. Parte é usada na geração de biogás nos aterros sanitários. Caso fosse totalmente aproveitado, o potencial de geração de energia de todo o lixo no país seria suficiente para abastecer em 30% a demanda de energia elétrica atual do Brasil.
Etanol bombando
São Paulo é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar. O Brasil deverá produzir este ano 30,3 bilhões de litros de etanol da cana-de-açúcar e mais 1,35 bilhão de litros a partir do milho, num total de 31,6 bilhões de litros do produto, segundo divulgou a Agência Brasil com base no 2º levantamento da Safra de Cana 2019/20, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, deve chegar a 10,5 bilhões de litros, 12,6% a mais que em 2018/19.
Milho em alta
A Conab informou que o milho vem assumindo um papel de destaque na produção do combustível no País. O centro-oeste é a região que mais usa o cereal para produzir etanol.
Açúcar
A produção de açúcar deverá alcançar 31,8 milhões de toneladas este ano, um aumento de 9,5%. No plantio da cana, o levantamento aponta um acréscimo de 0,3% na produção em relação à safra passada, chegando a 622,3 milhões de toneladas.
Breves
A confiança do consumidor paulista cresceu 3,3% em agosto, segundo a FecomercioSP.
De 5 e 8 de outubro, o Sebrae-SP realizará a Feira do Empreendedor no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital. É o maior evento de empreendedorismo do país.
A atividade da indústria paulista cresceu 2,1% em julho em relação a junho, segundo a Fiesp.
A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos movimentou este ano R$ 900 milhões apenas no setor de turismo.
A Volkswagen irá investir R$ 2,4 bilhões até 2020 em fábricas paulistas.
O Vale do Paraíba é a principal região produtora de arroz do Estado de São Paulo, que por sua vez é o maior produtor do país.
O Ministério da Infraestrutura planeja privatizar o Porto de Santos até o final de 2022.